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29 / 06 / 2017

 

Conheça a Paraíba
A PARAÍBA
A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil, com uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia), situada a leste da região Nordeste. É o oitavo estado com maior número de municípios do país, com 223 no total. Tem como limites o estado do Rio Grande do Norte (ao norte), o Oceano Atlântico (a leste), Pernambuco (ao sul) e o Ceará (a oeste).
Segundo estimativas do IBGE (2008), a população paraibana é de aproximadamente 3.742.606 habitantes, o que confere ao estado uma densidade de cerca de 64,52 hab/km². A população paraibana concentra-se principalmente nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, sendo que estas duas cidades juntas perfazem 40% da população do estado.
Os municípios mais populosos são: João Pessoa, com 693.082 habitantes; Campina Grande, com 381.422 habitantes; Santa Rita, com 125.858 habitantes; Patos, com 99.977 habitantes; Bayeux, com 95.470 habitantes; Sousa com 65.568 habitantes; Cajazeiras, com 57.627 habitantes e Guarabira, com 55.704 habitantes.
O estado é dividido em quatro mesorregiões: Sertão, Borborema, Agreste e Zona da Mata e 23 microrregiões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua capital é João Pessoa, conhecida turisticamente como "a cidade onde o sol nasce primeiro". Isto porque a cidade fica situada no ponto mais oriental das Américas, conhecido como a Ponta do Seixas, no extremo oriental das Américas.
Outras cidades importantes são: Campina Grande - (onde acontece o Maior João do Mundo), Santa Rita, Guarabira, Patos, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo. A economia se baseia na agricultura (principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi,fumo, graviola, juta, umbu, caju, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho,sorgo,urucum,pimenta do reino, castanha de caju, arroz, café e feijão). Na indústria destaque para a alimentícia, têxtil, couro, calçados, metalúrgica, e sucroalcooleira. Já na pecuária, de modo mais relevante, caprinos, na região do Cariri.
O relevo é modesto, mas não muito baixo, sendo que 66% do território se encontra entre 300 e 900 metros de altitude. Os principais rios são o Paraíba, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú, Peixes e Sanhauá. Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos. Rios Litorâneos - são rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, para desaguar no Oceano Atlântico. Entre estes tipos de rios podemos destacar: o Rio Paraíba, que nasce no alto da Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, com uma extensão de 360 km de curso d'água e o maior rio do estado. Também podemos destacar outros rios, como o Rio Curimataú e o Rio Mamanguape.
Rios Sertanejos - são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra de Bongá, perto da divisa com o Ceará. Esse rio é muito importante para Sertão da Paraíba, pois através desse rio é feita a irrigação de grandes extensões de terras no sertão.
Tem ainda outros rios, como o Rio do Peixe, Rio Piancó e o Rio Espinhara, todos afluentes do Rio Piranhas. Os rios da Paraíba estão inseridos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte, desaguando no litoral do Rio Grande do Norte.
A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastante antigas, que remontam à era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos, segundo avaliam os pesquisadores. Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, que são grandes atrativos no estado, a exemplo da Pedra do Ingá, também resultam da idade geológica destes terrenos.
No litoral se encontra a Planície Litorânea que é formada pelas praias e terras arenosas. Na região da mata, temos os tabuleiros que são fomados por acúmulos de terras que descem de lugares altos. No Agreste, temos algumas depressões que ficam entre os tabuleiros e o Planalto da Borborema, onde apresenta muitas serras, como a Serra de Teixeira e outras.
No sertão, temos uma depressão sertaneja que se estende do município de Patos até após a Serra da Viração. O Planalto da Borborema ou Chapada da Borborema é o mais marcante acidente do relevo do estado. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.
A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Maturéia.
Na Paraíba o clima é diferenciado. Tropical úmido no litoral, com chuvas abundantes, à medida em que no interior, depois da Serra da Borborema, o clima torna-se semi-árido e sujeito a estiagens prolongadas e precipitações abaixo dos 500mm. As temperaturas médias anuais ultrapassam os 26°C, com algumas exceções no Planalto da Borborema onde a temperatura é de 24°C.
A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", formado por gramíneias e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Localizados nos estuários, os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural.
A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima quente e seco característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.
TURISMO
O turismo da Paraíba destaca-se principalmente por suas praias movimentadas e de temperatura agradável com águas sempre mornas. O estado ainda possui a única praia naturalista do nordeste brasileiro: Praia de Tambaba, no Litoral Sul. Na capital também existe a Estação Ciência, Cultura e Artes (na Ponta do Cabo Branco), obra do arquiteto Oscar Niemeyer, em João Pessoa. Outros pontos a serem ressaltados no estado são as comidas típicas, o artesanato, e o ecoturismo.
Outros eventos importantes são o Encontro da Nova Consciência e o São João de Campina Grande, Patos e Santa Luzia, a Festa do Bode Rei e o Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, a Caranguefest, em Bayeux, o Festival de Verão, em João Pessoa, entre outros. Em Campina Grande se encontra um dos maiores eventos juninos do Brasil, "O Maior São João do Mundo", além da Vaquejada do Parque Maria da Luz.
Da Paraíba surgiram alguns dos mais notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos (1884-1908), José Américo de Almeida (1887-1980), José Lins do Rêgo (1901-1957) e Pedro Américo (1843-1905), conhecido também por suas pinturas históricas. Outro personagem ilustre foi Assis Chateaubriand, o fundador dos Diários Associados no Brasil.
Áreas de proteção na Paraíba:
Área de Proteção Ambiental das Onças, Área de Proteção Ambiental de Tambaba, Estação Ecológica do Pau-Brasil, Monumento Natural Vale dos Dinossauros, Parque Arruda Câmara (Bica), Parque Estadual do Aratu (Mata do Aratu), Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Parque Estadual Pico do Jabre, Reserva Biológica Guaribas, Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho. Unidade de Conservação Estadual Mata de Goiamunduba, Unidade de Conservação Estadual da Mata do Xem-xem, Jardim Botânico Benjamim Maranhão (Mata do Buraquinho), Parque Estadual da Pedra da Boca e Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro.
História
A História da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras. A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Demorou um tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias nas Índias, e além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério este que tornara uma nação muito poderosa na época.
Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil-colônia, e especial devido à extração de um pigmento, usado para tingir tecidos na Europa. Esses invasores eram em sua maioria franceses, e logo que chegaram ao Brasil fizeram amizades com os índios, possibilitando entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo", na qual o trabalho indígena era trocado por alguma manufatura sem valor.
Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias, para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Inicialmente essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pode assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.
Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira. Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar, no Engenho de Tracunhaém.
Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia. Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso.
Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias. Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram uma verdadeira chacina a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho. Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.
Existia uma grande preocupação por parte dos lusitanos em conquistar a capitania que atualmente é a Paraíba, pois havia a garantia do progresso da capitania pernambucana, a quebrada aliança entre potiguaras e franceses, e ainda, estender sua colonização ao norte.
Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem para separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso o rei D. Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.
I Expedição (1574): O comandante desta expedição foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.
II Expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi o governador-geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral Lourenço Veiga, tentou conquistar a o Rio Paraíba, não obtendo êxito.
III Expedição (1579): Ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa idéia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa .
IV Expedição (1582): Com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e do franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate.
V Expedição (1584): Após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços através de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de São Tiago e São Filipe.
Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos Tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os Tabajaras, que por temerem outra traição, a rejeitaram.
Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes (Forte de São Filipe e Santiago), ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.
Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos Tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu no final de tudo através da união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "Braço de Peixe".
Martim Leitão trouxe pedreiros, carpinteiros, engenheiros e outros para edificar a Cidade de Nossa Senhora das Neves. Com o início das obras, Leitão foi à Baía da Traição expulsar o resto dos franceses que permaneciam na Paraíba. Leitão nomeou João Tavares para ser o capitão do Forte. Na Paraíba teve-se a terceira cidade a ser fundada no Brasil e a última do século XVI.
Composição étnica da população atual
Assim como o povo brasileiro, o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu, os índios locais e os negros africanos. Sendo assim, a população é essencialmente mestiça, e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena, com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos, que representam em torno de 60% de toda população).
A menor presença negra na composição étnica do povo deve-se ao fato de a cultura canavieira no estado não ter sido tão marcante como na Bahia, no Maranhão ou em Pernambuco, o que ocasionou a vinda de pouca mão-de-obra africana.
Etnia por autodeclaração:
Cor/Raça Porcentagem
Pardos 52,29%
Brancos 42,59%
Negros 3,96%
Amarelos ou Indígenas 0,36%
Sem declaração 0,79%
Fonte: IBGE.
Apesar da forte mestiçagem do povo, há, contudo, ainda hoje, bolsões étnicos em várias microrregiões: como povos indígenas na Baía da Traição (em torno de 12 mil índios potiguaras), mais de uma dúzia de comunidades quilombolas florescendo em vários municípios do Litoral ao Sertão, e a parcela da população (em torno de um terço do total) de comprovável ascendência européia, que vive principalmente nos grandes centros urbanos e nas cidades ao longo do Brejo e do Alto Sertão.
Entre os mestiços, os mulatos predominam no litoral centro-sul paraibano e no agreste, os caboclos em todo o interior e no litoral norte. Já os cafuzos são raros e dispersos. O Dia do Mestiço é data oficial no estado. Antes da chegada dos europeus, a Paraíba era habitada por dois grupos principais: os tupis e os cariris. A maioria dos índios que habitavam a região da Paraíba estava de passagem do período paleolítico para o neolítico, e a língua falada por eles era o tupi-guarani, utilizada também pelos colonos na comunicação com eles.
Bandeira da Paraíba
A bandeira da Paraíba foi adotada pela Aliança Liberal em 25 de setembro de 1930, por meio da Lei nº 704, no lugar de uma antiga bandeira do estado, que vigorou durante quinze anos (de 1907 a 1922). O povo não teve qualquer poder na definição deste símbolo. Ela foi idealizada nas cores vermelha e preta, sendo que o vermelho representa a cor da Aliança Liberal e o preto, o luto que se apossou da Paraíba com a morte de João Pessoa, presidente do estado em 1929 e vice-presidente do Brasil em 1930, ao lado do presidente Getúlio Vargas.
Para muitos, o vermelho significa sangue derivado da violência da morte de João Pessoa e o preto o luto por isso. São, portanto, dois aspectos considerados macabros para compor um símbolo estadual. A palavra "NEGO" que figura na bandeira é a conjugação do verbo "negar" no presente do indicativo da primeira pessoa do singular (era ainda utilizado com acento agudo na letra "e", isto quando foi adotada a bandeira em 1930), remetendo à não aceitação, por parte de João Pessoa, do sucessor indicado pelo então presidente do Brasil, Washington Luís.
Posteriormente, em 26 de julho de 1965, a bandeira rubro-negra foi oficializada pelo governador do estado, Pedro Moreno Gondim, através do Decreto nº 3.919, como "Bandeira do Négo" (ainda com acento agudo na letra "e"), em vigor até os dias atuais. A palavra Nego constitui um verbo negativo por natureza. Forma-se aí a tríade de componentes macabros numa mesma bandeira. Nenhum outro estado da federação possui algo semelhante. O preto ocupa um terço da bandeira; o vermelho, dois terços. A palavra Nego está posto sobre a cor vermelha.
Brasão da Paraíba
O Brasão da Paraíba foi oficializado pelo Presidente da Província da Paraíba, Castro Pinto (1912-1915). Ele é usado como timbre nos papéis oficiais. Observando-se seu desenho, vê-se que é formado por três ângulos na parte superior e um na parte inferior. Contém estrelas, que respeitam a divisão administrativa do Estado. No alto, uma estrela maior, com cinco pontas e um círculo central, onde se vê um barrete frígio significando liberdade.
No interior do escudo, há duas paisagens: um homem guiando o rebanho (sertão) e o sol nascente (litoral). Circundando-o, encontra-se uma ramagem de cana-de-açucar à esquerda, e à direita, uma de algodão. As duas ramagens são presas por um laço, em cujas faixas está inscrita a data de fundação da Paraíba: 5 de agosto de 1585.
Origem do nome “Paraíba”
Segundo o dicionário Houaiss, o etimologista Antenor Nascentes determina a origem do nome do estado nos termos do tupi-guarani pa’ra (rio) e a'iba (ruim, impraticável). Entretanto, outras fontes acreditam que essa mesma palavra provém do nome indígena para a árvore Simarouba versicolor, que floresce abundantemente na região e é popularmente denominada pau-paraíba.
A terceira versão estabelece que o significado é de fato "Rio que é braço de mar" (pará-ibá). Uma quarta versão afirma que parayba surgiu com famílias judaicas que firmaram moradia no estado e que significa "a vaca vem", querendo representar uma expressão de esperança.
Apesar das várias opiniões acerca do termo Paraíba, o que se sabe sem dúvida é que ele foi inicialmente atribuído ao principal rio da região (Rio Paraíba) e posteriormente estendeu-se e passou a designar também a capitania, elevada à condição de província em 1822, e à de Estado em 1889.
Outra curiosidade diz respeito à capital paraibana. Ela é no Brasil a única que ganhou nome de um político (João Pessoa). À época, após a sua morte, houve grande comoção popular e oportunismo político para o feito. Hoje, crescem as tentativas para a escolha de um novo nome apolítico e desvinculado com religião ou credo.
Nos meios acadêmicos surgiram sugestões como Paraíso e Boa Vista. Mais recentemente, um vereador da capital tentou implementar um projeto na Câmara Municipal tentando mudar o nome da capital para "Paraíba", argumentando que se devia seguir o caso de São Paulo e Rio de Janeiro. O fato é que muitos acreditam que a bandeira e o nome da capital não refletem a verdadeira imagem do estado.
Hino da Paraíba
Letra de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (1865-1916)
Música de Abdon Felinto Milanez (1858-1927)
(Apresentado pela 1ª vez no dia 30 de junho de 1905)
Salve, berço do heroísmo,
Paraíba, terra amada,
Via-láctea do civismo
Sob o céu do amor traçada!
No famoso diadema
Que da Pátria a fonte aclara
Pode haver mais ampla gema:
Não há Pérola mais rara!
Quando repelindo o assalto
Do estrangeiro, combatias,
Teu valor brilhou tão alto
Que uma estrela parecias!
Nesse embate destemido
Teu denodo foi modelo:
Qual Rubi rubro incendido
Flamejaste em Cabedelo!
Depois, quando o Sul, instante,
Clamou por teu braço forte,
O teu gládio lampejante
Foi o Diamante do Norte!
Quando, enfim, a madrugada
De novembro nos deslumbra,
Como um sol a tua espada
Dardeja e espanca a penumbra!
Tens um passado de glória,
Tens um presente sem jaça:
Do Porvir canta a vitória
E, ao teu gesto a Luz se faça!
Salve, ó berço do heroísmo,
Paraíba, terra amada,
Via-láctea do civismo
Sob o Céu do Amor traçada!
MUNICÍPIOS DA PARAÍBA POR ORDEM ALFABÉTICA
* Água Branca
* Aguiar
* Alagoa Grande
* Alagoa Nova
* Alagoinha
* Alcantil
* Algodão de Jandaíra
* Alhandra
* Amparo
* Aparecida
* Araçagi
* Arara
* Araruna
* Areia
* Areia de Baraúnas
* Areial
* Aroeiras
* Assunção
* Baía da Traição
* Bananeiras
* Baraúna
* Barra de Santa Rosa
* Barra de Santana
* Barra de São Miguel
* Bayeux
* Belém
* Belém do Brejo do Cruz
* Bernardino Batista
* Boa Ventura
* Boa Vista
* Bom Jesus
* Bom Sucesso
* Bonito de Santa Fé
* Boqueirão
* Borborema
* Brejo do Cruz
* Brejo dos Santos
* Caaporã
* Cabaceiras
* Cabedelo
* Cachoeira dos Índios
* Cacimba de Areia
* Cacimba de Dentro
* Cacimbas
* Caiçara
* Cajazeiras
* Cajazeirinhas
* Caldas Brandão
* Camalaú
* Campina Grande
* Capim
* Caraúbas
* Carrapateira
* Casserengue
* Catingueira
* Catolé do Rocha
* Caturité
* Conceição
* Condado
* Conde
* Congo
* Coremas
* Coxixola
* Cruz do Espírito Santo
* Cubati
* Cuité
* Cuité de Mamanguape
* Cuitegi
* Curral de Cima
* Curral Velho
* Damião
* Desterro
* Diamante
* Dona Inês
* Duas Estradas
* Emas
* Esperança
* Fagundes
* Frei Martinho
* Gado Bravo
* Guarabira
* Gurinhém
* Gurjão
* Ibiara
* Igaracy
* Imaculada
* Ingá
* Itabaiana
* Itaporanga
* Itapororoca
* Itatuba
* Jacaraú
* Jericó
* João Pessoa
* Juarez Távora
* Juazeirinho
* Junco do Seridó
* Juripiranga
* Juru
* Lagoa
* Lagoa de Dentro
* Lagoa Seca
* Lastro
* Livramento
* Logradouro
* Lucena
* Mãe d'Água
* Malta
* Mamanguape
* Manaíra
* Marcação
* Mari
* Marizópolis
* Massaranduba
* Mataraca
* Matinhas
* Mato Grosso
* Maturéia
* Mogeiro
* Montadas
* Monte Horebe
* Monteiro
* Mulungu
* Natuba
* Nazarezinho
* Nova Floresta
* Nova Olinda
* Nova Palmeira
* Olho d'Água
* Olivedos
* Ouro Velho
* Parari
* Passagem
* Patos
* Paulista
* Pedra Branca
* Pedra Lavrada
* Pedras de Fogo
* Pedro Régis
* Piancó
* Picuí
* Pilar
* Pilões
* Pilõezinhos
* Pirpirituba
* Pitimbu
* Pocinhos
* Poço Dantas
* Poço de José de Moura
* Pombal
* Prata
* Princesa Isabel
* Puxinanã
* Queimadas
* Quixaba
* Remígio
* Retiro
* Riachão
* Riachão do Bacamarte
* Riachão do Poço
* Riacho de Santo Antônio
* Riacho dos Cavalos
* Rio Tinto
* Salgadinho
* Salgado de São Félix
* Santa Cecília de Umbuzeiro
* Santa Cruz
* Santa Helena
* Santa Inês
* Santa Luzia
* Santa Rita
* Santa Teresinha
* Santana de Mangueira
* Santana dos Garrotes
* Santarém
* Santo André
* São Bento
* São Bento de Pombal
* São Domingos de Pombal
* São Domingos do Cariri
* São Francisco
* São João do Cariri
* São João do Rio do Peixe
* São João do Tigre
* São José da Lagoa Tapada
* São José de Caiana
* São José de Espinharas
* São José de Piranhas
* São José de Princesa
* São José do Bonfim
* São José do Brejo do Cruz
* São José do Sabugi
* São José dos Cordeiros
* São José dos Ramos
* São Mamede
* São Miguel de Taipu
* São Sebastião de Lagoa de Roça
* São Sebastião do Umbuzeiro
* São Vicente do Seridó
* Sapé
* Serra Branca
* Serra da Raiz
* Serra Grande
* Serra Redonda
* Serraria
* Sertãozinho
* Sobrado
* Solânea
* Soledade
* Sossego
* Sousa
* Sumé
* Tacima
* Taperoá
* Tavares
* Teixeira
* Tenório
* Triunfo
* Uiraúna
* Umbuzeiro
* Várzea
* Vieirópolis
* Vista Serrana
* Zabelê
Maiores informações sobre os municípios no site do IBGE: www.ibge.gov.br
Referências usadas na produção do texto:
1.? Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008).
2.? Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008).
3.? " Paraíba vence o racismo e reconhece identidade mestiça. Nação Mestiça (03/12/2008).
4.? http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?z=cd&o=7&i=P
5.? 5,0 5,1 http://www.revistanordeste.com.br/nordeste_paraiba.php
Consulta bibliográfica
·LIRA, Leandro de Lima, JÁCOME, Aluízio, OLIVEIRA, Andréia Benari, AZEVÊDO, Camila, SAMARA, Érica; História da Paraíba. Monografia de Ensino médio, Campina Grande, 1997.
·MIRANDA FREIRE, Carmem Coelho de; História da Paraíba: Período colonial e reino; Ed. Gráfica Universal; João Pessoa; 1974.
·PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE; Memorial urbano de Campina Grande; Ed. A União; Campina Grande; 1996.
·RODRIGUES, Janete Lins; Cartilha paraibana: Aspectos Geo-históricos e folclóricos; Ed. Gafset; João Pessoa; 1993.
·NASCIMENTO FILHO, Carmelo Ribeiro do; Fronteira Móvel: os homens livres pobres e a produção do espaço da Mata Sul da Paraíba (1799-1881). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 2006.
·PONZI, Alfio; A Presença Italiana na Paraíba, Rio de Janeiro, Achaimé Ltda., 1989, pp. 210 (José Octavio de Mello, 4).
·HOUAISS, Antonio;Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa – versão 1.0. Editora Objetiva Ltda. Dezembro de 2001


 

 

 

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